Notícia

Vereador apresenta moção de repúdio contra fim do SUS

Proposta apresentada em Brasília direciona dinheiro do SUS para planos privados de saúde

Uma proposta que retira dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) e o direciona para planos privados, causando o desmoronamento da saúde pública no país e, ainda, enfraquecendo a participação da população na formulação, acompanhamento e controle sobre a política pública, tirando poder do atual Conselho Nacional. Ainda que pareça surpreendente, esta proposta é real e foi apresentada no “1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um novo sistema de saúde”, conduzido pela Federação Brasileira de Planos de Saúde. E, para ficar pior, ela recebe o apoio de deputados e senadores, com possibilidade de se tornar realidade, considerando que há projeto neste sentido tramitando no Congresso Nacional.


O vereador Rafael de Angeli (PSDB) reagiu à proposta, apresentando moção de repúdio, na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Araraquara, aprovada pelos demais parlamentares. Segundo apresentou na Tribuna da Câmara, a meta da proposta seria garantir que metade da população deixe de ser atendida de forma pública, gratuita e universal e passe a pagar pelo atendimento de saúde, através dos planos privados. “De um lado, para esses planos, haveria muito dinheiro, com duplo financiamento, por meio dos recursos públicos e dos pagamentos dos próprios usuários dos planos. De outro lado, para o SUS, faltaria dinheiro, com seus recursos sendo canalizados para empresários da saúde”, comentou.

Fim do SUS

“A proposta articulada pelos planos privados de saúde e pelo governo federal, apresentada no Fórum, busca enterrar de vez qualquer possibilidade de funcionamento do SUS, desmontando as políticas públicas de saúde e retirando direitos sociais. Mais uma vez, a questão que se coloca, nessa encruzilhada histórica, é qual sociedade queremos construir. O SUS é uma conquista da sociedade brasileira e deve ser defendido”, concluiu Angeli. A moção de repúdio será encaminhada ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; ao presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira; ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi; além de ser levado às principais Câmaras Municipais do Estado de São Paulo, solicitando apoio à matéria.

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