Notícia

Vereador questiona uso do WhatsApp criado pela Prefeitura, fruto de sua indicação em 2017

Rafael de Angeli apontou preocupação com uso do aplicativo, para que ao longo do tempo ele não acabe tendo uso eleitoral

Durante a 100ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Araraquara, o vereador Rafael de Angeli (PSDB) apontou a ineficiência do WhatsApp da Prefeitura como canal de denúncias, em sua fala no Pequeno Expediente. Em 2017, o próprio parlamentar havia feito indicação ao Executivo, para que a rede social fosse utilizada como um canal de denúncias, no qual a população pudesse relatar irregularidades verificadas na cidade. Após a sugestão, o canal foi criado. Todavia, Angeli disse receber constantes reclamações de munícipes que não obtiveram respostas adequadas aos seus questionamentos. Pelo contrário. Segundo o vereador, uma resposta padrão solicita que o cidadão adicione o número requisitado enquanto a solicitação é processada. Porém, não há respostas. Para Angeli, “o canal pode estar sendo utilizado para criar uma lista de contatos, chamado de “mailing”, para uso em futura campanha eleitoral, pois as respostas são cruas, parece um robô respondendo para a população. As pessoas entram em contato com a Prefeitura, com fotos e textos de terrenos irregulares, por exemplo, e a única resposta padrão pede que o usuário adicione a Prefeitura aos seus contatos. Se for usado em campanha política, estaremos de olho e vamos denunciar”. Em resposta, o Executivo manifestou que “a Secretaria Municipal de Comunicação é a responsável pela criação e também atendimento à população via WhatsApp e demais redes sociais via internet, recebendo centenas de mensagens todos os dias, abordando os mais variados temas da administração pública. São dúvidas, sugestões e, em função do momento que Araraquara vive de epidemia de dengue, um montante significativo de mensagens vinculadas ao tema”. A respeito da dengue, de acordo com a pasta, as mensagens, em sua maioria, são denúncias de possíveis criadouros do mosquito, pedidos de orientação sobre sintomas, sobre os locais de atendimentos, dentre outros, sendo encaminhadas para as secretarias de Obras e Serviços Públicos, Saúde, e Gestão e Finanças, Vigilância em Saúde, Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), e chefia de Gabinete. “Essas ficam responsáveis em estabelecer um cronograma de trabalho a partir das demandas. Todas as mensagens são encaminhadas aos respectivos setores pela equipe de comunicação”, diz o documento. A Secretaria de Comunicação ressalta, ainda, que o funcionamento do WhatsApp foi pensado seguindo a mesma lógica dos demais mecanismos de comunicação criados e atualizados pela pasta, tais como Facebook, Inbox (Messenger), Twitter, YouTube e Instagram, que visam à desburocratização do diálogo entre a população e o poder público municipal, portanto, sem qualquer registro de protocolos. “A população de Araraquara, quando necessita da formalização de temas e serviços, ou seja, a existência de um protocolo, procura os serviços já existentes e oferecidos pela administração municipal. Essa relação direta potencializa as premissas da Comunicação Pública, que deve ser transparente e com possibilidade de controle e participação social. Portanto, o atendimento que hoje a Secretaria faz no instrumento ‘WhatsApp’ já vem sendo realizado, em outras plataformas, desde o início do atual governo e visa, sobretudo, uma comunicação mais próxima, direta e sem burocracia”, finaliza. Angeli não ficou satisfeito com a resposta. “O governo precisa entender que, se quiser modernizar e ampliar o atendimento à população, tem que se preparar para este novo canal, criando uma equipe capacitada e sistemas que sejam, de fato, eficientes à resolução de problemas dos cidadãos araraquarenses, não apenas com respostas prontas robotizadas, sem interações e sem soluções.”

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