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Vereadores verificam condições de espaços culturais


A quantas andam os espaços culturais da nossa cidade? Para responder a essa pergunta, os vereadores Rafael de Angeli (PSDB) e Roger Mendes (PP) iniciaram, na última semana, uma série de visitas aos teatros, museus e salas dedicadas à cultura. “É uma oportunidade de falar com os gestores e funcionários dessas unidades para saber do que estão precisando e de que forma podemos ajudar, inclusive cobrando do Executivo as demandas necessárias”, explica Mendes. “Para nós, é muito importante conhecer pessoalmente os espaços. Sabemos que há problemas graves a serem resolvidos, e queremos oferecer o nosso apoio”, acrescenta Angeli.


O primeiro local visitado foi o Teatro Municipal. “Sinceramente, a situação é mais grave do que esperávamos”, avalia Mendes. Acompanhados pela coordenadora de Acervo e Patrimônio Histórico Fabiana Virgílio e pelo técnico de luz e som Emílio Alves Gaspar Filho, os vereadores depararam-se com problemas graves de estrutura e falta de manutenção. “A cultura não  foi uma prioridade nos últimos anos, por isso todos os prédios culturais estão em situação precária por falta de manutenção preventiva”, declara Fabiana.


Gaspar, que trabalha no setor há mais de 30 anos, concorda e complementa: “Nosso teatro é maravilhoso, um destaque em todo o interior paulista, mas, infelizmente, está abandonado”. Os problemas não são poucos: uma rachadura no pavimento do saguão de entrada ocasionou a queda de dois vidros, e continua a se estender; os cupins tomaram conta do teatro, corroendo a madeira do lambri e boa parte do tratamento acústico atrás dos assentos. “O elevador para deficientes físicos está parado. Muitas vezes, nós, os funcionários, temos de carregar as pessoas nos braços”, conta, e acrescenta: “Os panos do palco têm 30 anos e não são do tipo antichamas. Em caso de incêndio, o fogo se alastraria rapidamente”.


O segundo local visitado pelos vereadores foi a Casa da Cultura “Luiz Antônio Martinez Correa”, que se encontra em estágio de preparação das oficinas culturais de 2017. “Aqui, felizmente, os problemas são menores”, conta Fabi Virgílio. Ela aponta que a prioridade é a reforma do teto do prédio tombado, que já está prevista e com verba aprovada. Ao fazer um apelo à sensibilidade da sociedade em geral para a importância dos espaços culturais da cidade, Fabiana lembra que “a cultura é um agente de transformação. Sem investimento em cultura, não conseguimos ter uma sociedade saudável em termos de educação, tolerância, participação e cidadania”.


Os parlamentares se comprometem a tentar encontrar soluções conjuntas. “Uma das nossas intenções é buscar, futuramente, emendas parlamentares, pois sabemos que o orçamento da pasta de Cultura é o menor de todos e é necessário um esforço enorme para fortalecermos as ações culturais na cidade. Uma das alternativas é buscar recursos fora e propor parcerias”, adianta Mendes. “Todos os setores da cultura precisam de atenção”, complementa Angeli.

“Realizaremos uma reunião com os músicos da cidade para falar sobre as agendas e as atividades relacionadas à cultura na cidade. Posteriormente, ouviremos também outros artistas, como dançarinos, atores e pintores, para trabalhar com o Executivo e desenvolver essa área tão defasada”, conclui.

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