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‘CER do Parque Gramado pode melhorar ainda mais com ajuda da Prefeitura’, diz vereador


Quando o Centro de Educação e Recreação (CER) “Leatrice Rodrigues Affonso” foi inaugurado no Parque Gramado II, em 2016, apenas 50 alunos foram matriculados pelos pais. “Parecia que o CER tinha sido construído num lugar onde não havia crianças”, conta a diretora, Rosângela Aparecida Costa. Porém, o bairro cresceu e hoje o CER atende 260 crianças, além de ter uma pequena lista de espera. “A escola tem capacidade para 300 alunos, mas já trabalhamos no limite. Algumas salas têm um ou dois alunos a mais do que o recomendado. Mas estamos dando conta, tudo está funcionando bem e procuramos atender a todos os que nos procuram. A lista de espera é para o período integral, que tem maior demanda”, explica ao vereador Rafael de Angeli (PSDB), que visitou a escola na sexta-feira (15).


“Hoje estamos com o quadro de funcionários completo. À parte alguns casos de dengue, cirurgias eventuais e faltas abonadas, em que faço uso de horas extras de professores. No caso de agentes operacionais, fica mais difícil”, diz Rosângela. A diretora conta que está aguardando reposição de pessoal. “Já houve um concurso para professores, que está moroso, ainda não foi homologado. Também estamos aguardando a reposição de um agente educacional que aderiu ao PDV [Programa de Desligamento Voluntário] da Prefeitura.” Atualmente, o CER conta com 18 agentes educacionais, dez professores, dois funcionários terceirizados para limpeza, quatro agentes operacionais efetivos, três merendeiras na cozinha e uma no lactário. Rosângela, que foi a primeira diretora concursada da rede municipal, aprovada em 1988, espera ansiosamente pelas novas contratações. “Percebemos que os funcionários mais novos são muito maleáveis, podendo transitar entre berçário, educação especial e outras áreas. Vê-se que os cursos de formação estão abrindo mais perspectivas do que antigamente”, observa. A diretora sugere a criação de um banco de funcionários para reposições de faltas. “Quando se trata de crianças, e de um número alto como o nosso, qualquer meia hora faz falta. Seria interessante ter a quem recorrer em casos de ausências. Poderia ser um recurso útil também para as UPAs [Unidades de Pronto Atendimento].” 


Um ponto de destaque no serviço oferecido pelo CER é a alimentação. “Contamos com o apoio de uma excelente equipe de nutricionistas. Temos vários tipos de alergias entre os alunos, e a Prefeitura nos fornece alimentos especiais para a dieta dessas crianças: leite de coco, de soja, antirrefluxo, biscoitos sem glúten e sem açúcar, entre outros”, enumera a diretora. Em termos gerais, a creche conta com boa estrutura. “O pé direito é alto, há janelas, ventiladores e portas que dão para a área externa em todas as salas, temos boa ventilação e não sofremos com o calor, mesmo nos dias mais quentes”, avalia Rosângela. Porém, há algumas ressalvas. “Quando a escola foi construída, não se pensou em fazer uma sala de repouso, com chuveiro, para as crianças do período integral. Nós nos adaptamos à situação, mas não é o ideal. Além disso, foi inaugurada sem playground. Este ano, instalamos tanques de areia com balanço e escorregador. Em abril, em parceria com a ONG Paz e Bem, faremos um parquinho de pneus”, adianta a diretora. A falta de sombra é um problema para a recreação das crianças, pois não há árvores na área externa nem uma quadra esportiva coberta. “A Prefeitura já está orçando um toldo. Plantamos 16 mudas de árvores fora, mas, como o solo é muito compactado, a raiz não tem fluidez para se desenvolver. Seria bom se tivéssemos mudas adultas, com força para crescer rapidamente”, acredita a diretora. Ela conta ainda que, quando assumiu a direção, em 2017, encontrou um grave problema de infiltração, decorrente de falta de impermeabilização durante a execução do projeto de construção. Acionada, a Prefeitura assumiu o problema e fez reformas, que se concluíram parcialmente em abril de 2018. “Ainda faltam alguns detalhes, como a reposição de rodapés, a finalização da sala da diretoria e piso emborrachado nos banheiros, mas está bem melhor.” De um modo geral, a área externa está em boas condições. “Uma vez por mês, a Secretaria de Educação providencia a poda da grama, inclusive na sarjeta e nas laterais dos muros. Está sendo suficiente”, relata a diretora, que acrescenta que a escola já teve problemas de segurança. “Infelizmente, houve dois episódios de roubo. Levaram dois ralos da água pluvial, feitos de bronze, um extintor e uma lâmpada de led. Mas no interior nunca aconteceu nada.”

Enxurradas e buracos

O problema maior está na frente da escola, na Rua Presidente João Belchior Marques Goulart. A via, de mão dupla, está repleta de buracos e não tem calçadas. Os transtornos são muitos: trânsito intenso, inclusive com ônibus e tratores, veículos em alta velocidade e falta de canaletas para escoamento da água estão entre eles. “Pais e funcionários sofrem com o caos que ocorre aqui nos dias de chuva. Imagine uma mãe empurrando um carrinho de bebê e segurando uma criança na outra mão. A rua vira um rio cheio de buracos, não tem calçada para ela usar, e há carros passando correndo ao seu lado, isso também sem chuva. Complicado, não é?”, questiona Rosângela. Angeli já solicitou à Prefeitura a manutenção da rua, além da instalação de uma lombada e sinalização indicando a proximidade da escola. “Também conversarei com a Secretaria de Obras sobre as canaletas e com a Educação sobre as contratações pendentes. É um ótimo CER e está realizando um trabalho excelente aqui no Parque Gramado. Vamos fazer o possível para que esse trabalho possa ser ainda melhor”, conclui o parlamentar.

Confira as fotos aqui.

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