Notícia

Dano contra patrimônio público leva a aumento de gastos com segurança nas escolas, alega Prefeitura

Vereador Rafael de Angeli questionou aumento dos valores pagos pela Secretaria de Educação à empresa de segurança entre 2017 e 2019.


Em agosto de 2020, o vereador Rafael de Angeli (PSDB) protocolou o Requerimento nº 820/2020, cobrando do Executivo informações sobre os valores pagos à empresa Gaps Segurança e Vigilância Eireli - ME, que presta serviço à Secretaria Municipal de Educação. No documento, o parlamentar questionava os motivos para o aumento de gastos entre os anos de 2017 e 2019. Em setembro, a Prefeitura enviou resposta, com cópias dos contratos e notas de empenho, contendo os valores e serviços prestados, e também apresentou uma justificativa para o incremento dos gastos.


Em memorando assinado pelo gerente de Compras, Licitações e Contratos, as despesas aumentaram devido à necessidade de contratação de mais postos de vigilância. Segundo o documento, no ano de 2017, foram contratados 11 postos de vigilância, enquanto que, em 2018, um aumento no número de ocorrências contra o patrimônio público teria levado à necessidade de contratação de mais cinco postos e, em 2019, de mais um posto de vigilância.


De acordo com Angeli, os dados que o levaram ao questionamento foram retirados do Portal da Transparência da Prefeitura Municipal, onde consta que, em 2017, foi despendido, para a segurança dos prédios do Ensino Fundamental, a quantia de R$ 148.263,60, passando para R$ 862.584,55 em 2018, e chegando a R$ 1.632.409,73 em 2019. Para o Ensino Básico, o valor pago foi de R$ 123.553,00 em 2017, R$ 755.639,70 em 2018 e, em 2019, foi de R$ 636.749,00.


Ainda segundo o vereador, esses investimentos poderiam ser direcionados de formas mais eficazes:


“A Prefeitura precisa implementar outras estratégias além da contratação óbvia de mais postos de vigilância. Precisamos de políticas que tratem o vandalismo pela raiz, como oficinas empreendedoras, atendimento municipal nos bairros e investimento em projetos de educação, não só para crianças, mas principalmente para jovens e adultos nas regiões periféricas”, conclui o parlamentar.


20/01/2021

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