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Nova reunião no Centro de Convenção discute PCCV

Os vereadores Roger Mendes, Edson Hel e Rafael de Angeli participaram de conversa com diversos servidores municipais

O debate do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ganhou novos capítulos na tarde de quinta-feira (09) na Sala Multiuso do Centro Internacional de Convenção “Dr. Nelson Barbieri”. O vereador Roger Mendes (PP) compareceu à discussão, juntamente com os colegas Edson Hel (PPS) e Rafael de Angeli (PSDB).

A reunião contou com a participação do secretário de Gestão e Finanças, Donizete Simioni, além do coordenador executivo de Gestão e Administração, Ernesto Gomes Esteves Neto. “Foram inseridas algumas mudanças na avaliação de desempenho, nas funções de confiança, nos mecanismos de incentivo ao servidor na progressão dentro da carreira e na adequação de algumas cargas horárias”, informou o coordenador.


O secretário lembrou que é muito importante essa discussão, uma vez que estão envolvidos 7.500 servidores, sendo 6.000 ativos. “Os trabalhos avançaram bastante, houve um consenso. Vamos enviar esse projeto de lei para a Câmara Municipal. A ideia é encaminhá-lo ainda neste ano. Vamos melhorar as carreiras que têm os menores salários na Prefeitura, dentro do que a administração suportaria para 2018”. Simioni também destacou a necessidade de ouvir a Secretaria de Educação, que tem o maior número de servidores. “Nosso cronograma tem que passar por essa pasta, pelas secretarias de Assistência Social e de Esporte e Lazer, que têm suas particularidades, além da Guarda Municipal. Temos que ouvir todos os segmentos da Prefeitura e acredito que chegamos ao momento de trazer um pouco essas secretarias para formatarmos nosso projeto.”


Sobre valores, o secretário afirmou que “a intenção é chegar ao piso de R$ 1.207,92, e teremos um número elevado de servidores contemplados, são mais de 2.000. O impacto é grande”. O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar), Marcos Roberto de Carvalho Zambone, foi firme. “A nossa proposta foi de R$ 1.357,79. Temos 79% de defasagem salarial, o salário do servidor municipal desvalorizou. Jornada menor também valoriza o servidor. Se não tiver transparência, crescimento na carreira e previsão de evolução salarial, fica difícil. Não podemos fugir da realidade. Temos que construir esse projeto por etapas, tem que ser bem detalhado para não virar uma colcha de retalhos, como aconteceu com o PCCV de 2005”. Marcelo dos Santos Roldan também falou em nome do Sismar. “Tinha que colocar um link no site da Prefeitura para que todos consultem o que está sendo realizado e possam fazer propostas. Pode ser mais lento, mas é mais democrático.”

O vereador Roger Mendes entende que houve um avanço, mas não da forma que muitos gostariam. “Compreendo as dificuldades do Executivo, mas precisamos debater muito antes de recebermos um projeto de lei ainda neste ano que não contemplaria todos os setores e respectivos servidores.” “Gostaria de ter acesso ao que já foi alterado. Queremos saber o que vai ser da nossa vida. Entendo que ainda não é o momento certo para encaminhar o projeto”, afirmou uma integrante do comitê que estuda o PCCV. Segundo outra servidora da Educação, “fizemos esse trabalho em 2005, tentamos em 2011, mas nada aconteceu”. “Não temos conhecimento do processo, do que está sendo feito, da espinha dorsal do projeto”, completou um servidor. “Precisamos de mais prazo, está tudo muito corrido”, destacou uma servidora da Assistência Social. Outra servidora foi mais direta. “O mais importante é o nosso vencimento. A coisa está feia, 2% foi muito pouco.” Simioni explicou. “Temos o PCCV de 2005 como ponto de partida. Tudo o que temos foi tirado do comitê, das reuniões que foram feitas, e do que pode ser aproveitado do anterior. Tudo passará por uma análise.”


Ao final da reunião, definiu-se um cronograma para que todas as secretarias conversem com o comitê e relatem as suas principais necessidades. Membros também da comissão da Câmara que estuda o PCCV, os vereadores Cabo Magal Verri (PMDB) e Edio Lopes (PT) não puderam comparecer por conta de outras agendas.

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