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Sob queixa de usuários, Daae promove reunião com vereadores para explicar troca de hidrômetros

Laudo técnico sobre o funcionamento dos equipamentos será divulgado até segunda quinzena de dezembro

As substituições de hidrômetros promovidas pelo Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) ao longo do ano geraram centenas de queixas de moradores, que se depararam com o aumento do valor das contas. A fim de ouvir a população, a Autarquia criou uma comissão específica, composta por servidores e integrantes dos poderes Executivo e Legislativo, cuja primeira reunião foi realizada na quinta-feira (16), na sede do órgão.

Além dos indicados pela Câmara para compor a Comissão - vereadores Zé Luiz (PPS) e o vice-presidente Tenente Santana (PMDB) -, também estiveram presentes os parlamentares Thainara Faria (PT), Roger Mendes (PP), Edio Lopes (PT) e Rafael de Angeli (PSDB). “Este encontro evidencia que o Daae está realmente disposto a ouvir a população. E nós, como agentes públicos e vereadores, estamos aqui a fim de sermos voz e ouvidos do contribuinte”, colocou Faria. Na ocasião, o superintendente do Daae, Marcos Isidoro, lançou um vídeo informativo sobre a necessidade de substituição dos aparelhos.


“O ideal é que a troca seja feita, no máximo, a cada 5 anos ou 2 mil m³. Em Araraquara, tínhamos hidrômetros de 11 anos, com grande perda de eficiência”, apontou. O aumento do valor, segundo ele, foi causado justamente pela correção da leitura, que agora estaria condizente com o consumo. A fim de corroborar o argumento, foram recolhidos os 207 equipamentos das pessoas que oficialmente representaram à Autarquia em 2017. Todos estão passando por testes em bancada própria, certificada pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem), cujo laudo conclusivo será divulgado até a segunda quinzena de dezembro.


À prova de qualidade

O vice-presidente da Câmara, Tenente Santana, questionou o aumento do número de reclamações se comparado ao mesmo período do ano passado, quando não foi registrada nenhuma queixa. Vale mencionar ainda que de 2016 a 2017 houve mudança na empresa fornecedora do material. No entanto, o superintendente do Daae foi categórico ao afirmar que tal aumento foi proporcional ao número de instalações realizadas. “Em 2016, foram apenas 4.786 trocas. Neste ano, 10.506”, ressaltou Isidoro.


Além disso, o gerente de controles e perdas da Autarquia, engenheiro Alexandre Coan Pierri, contou que, entre a compra do hidrômetro e a instalação em cada residência, há um longo e minucioso caminho a ser percorrido. O próprio processo de licitação é rígido na normatização, além de exigir que cada peça do comprador vencedor seja analisada pela bancada da empresa, mediante certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).  


Mais eficiência

Com a perda de aproximadamente R$ 2 milhões do orçamento de 2018, devido ao fim da cobrança da taxa de manutenção de hidrômetro, a Autarquia estuda meios de aumentar a eficiência na prestação do serviço. “A cada 100 litros de água tratados, aproximadamente 52 litros eram perdidos antes de chegar à torneira do contribuinte. Hoje, esse índice caiu para 44%, justamente por nosso investimento em conter vazamentos não visíveis”, pontuou o superintendente. Segundo o vice-presidente da Câmara, Tenente Santana, o Daae presta um serviço sério à sociedade.


“Estamos satisfeitos com o que nos foi apresentado hoje. Continuaremos acompanhando este processo até o final, para darmos uma resposta à população”, concluiu.

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