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Vereador visita e fiscaliza CER 'Dona Cotinha de Barros'

CER atende, com qualidade, 318 crianças; mas tanques de areia causam preocupação

O vereador Rafael de Angeli (PSDB) esteve no Centro de Educação e Recreação (CER) “Dona Cotinha de Barros” na tarde de quinta-feira (6) para verificar as necessidades da escola. “É uma prática que adotei no meu mandato: visitar as instituições educacionais e culturais para levar as demandas ao Executivo e, posteriormente, acompanhar seu desenvolvimento”, explica o parlamentar. Ele foi recebido pela diretora do CER, Luciana Zamai, que relatou que as condições gerais da escola são boas. “Tivemos a última reforma grande em 2010 e, no ano passado, uma pintura. Precisaria de mais uma pintura, mas nem solicitamos no Orçamento Participativo (OP), porque vimos, nas plenárias, que outros CERs estão precisando de reformas estruturais e têm problemas mais urgentes para resolver”, declara.


Atualmente, o “Dona Cotinha de Barros” atende 316 crianças de 4 meses a 5 anos e meio de idade. A expectativa é que passem a ser 380 a partir do ano que vem. “Felizmente, não temos problema de alimentação, nem em termos de qualidade, nem de quantidade. Os produtos chegam sempre direitinho e, quando acabam, no máximo em três dias são repostos”, conta Luciana. “Temos muitas crianças com restrição alimentar e recebemos vários produtos especiais: sem lactose, sem açúcar, biscoitos de arroz, óleo de girassol para cozinhar. Temos nove tipos diferentes de leite”, relata. Uma preocupação da equipe da escola é o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) da Prefeitura. “Onze dos nossos funcionários vão aderir, para nós é um número alto”, alerta a diretora. Angeli contou que esteve reunido recentemente com a secretária de Educação, Clélia Mara Santos, levando a mesma demanda da parte de outras escolas. “A secretária garantiu que haverá reposição imediata para não prejudicar o trabalho”, informa. O CER conta, ainda, com três berçários, biblioteca, salas de repouso para as crianças e sala de informática. A equipe também realiza uma Festa Junina e uma Festa da Família, todos os anos, para arrecadar fundos. De acordo com a diretora, “a grande dificuldade é a limpeza externa. Temos somente dois agentes operacionais, e a escola tem muito espaço e árvores, o que é positivo pela sombra, mas elas soltam muitas folhas”. Também na parte externa, o "Dona Cotinha de Barros" enfrenta um problema comum a muitos CERs, a troca da areia usada na recreação das crianças, que não é efetuada há cinco anos. “É um problema sério para a gente.

Tive muitas crianças com bichinho de areia este ano”, aponta a professora da 5ª etapa, Bruna Ferreira. A escola tem seis tanques de areia, dos quais dois estão interditados, um porque estava causando irritações de pele nas crianças, e outro pela presença de fezes de gatos. “Telefonei para a Secretaria recentemente, e fui informada de que estamos na lista para a troca, que será feita em breve”, acrescenta Luciana. No meio-tempo, os agentes operacionais da escola fazem a higienização da areia com água sanitária a cada quatro meses. Angeli disse que já levou a demanda à Secretaria, da parte de outros CERs, e que fará uma indicação ao Executivo para o "Dona Cotinha de Barros". “A areia deveria ser trocada a cada seis meses, mas sabemos que essa não é a realidade das escolas, por isso estamos sempre cobrando o Executivo”, complementa o parlamentar. Entre outras demandas apresentadas, que o vereador encaminhará à Prefeitura, estão a compra de um novo equipamento de data show (a escola tinha uma lousa digital, que está fora de uso e se tornou obsoleta), a cobertura da quadra esportiva (a quadra aberta, exposta ao sol, é quente demais para o uso) e a ampliação de espaços com grama artificial, que protegem as crianças em brinquedos que ficam nas áreas externas.

Parceria com os escoteiros

O Grupo Escoteiro Morada do Sol se reúne aos sábados no CER. “Utilizamos o espaço para treinar a parte técnica”, conta o presidente do grupo, José Henrique Marques de Mendonça. “Aqui realizamos atividades da Alcateia, que são as crianças escoteiras de 7 a 10 anos, e da Tropa Escoteira, de 10 a 15 anos”, acrescenta. O grupo também auxilia a escola em pequenos reparos e nas festas. “Para a Alcateia, o parquinho é maravilhoso. Não montamos o acampamento aqui com os maiores por questões de segurança. À noite, é complicado. Acabamos usando chácaras e outros locais.” Mendonça concorda com a diretora sobre as necessidades, principalmente a de cobrir a quadra devido ao calor. “Apoiamos a escola em suas demandas. Tudo o que melhorar para eles, melhora para nós também”, afirma.

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